quarta-feira

O amor do Bernardo e da Glorinha que todos querem

Quando um amor morre? Mas um amor de verdade, sabe aquele cheio de fantasias do começo ao final, mesmo que seja um final rápido, uma rapidinha ou uma morte sem misericórdia? È, aquele que a gente se vê na novela das 8h e achamos que somos tão bonitos e importantes como o moçinho que sofre durante seis meses, ele pobre, ela família rica e chata. Ele se esbanja e se contenta em ficar roubando um beijinho escondido na frente da casa dela ou em cima da moto no meio da rua em cada cena do próximo capitulo. (Eu adoro beijinho escondido, beijinhos secretos e particulares, não há nada mais romântico.) A gente sofre pelo o amor que vale a pena, e só o nosso amor vale isso o dos outros a gente sempre diz que não vale. Amor egoísta. Essas coisas devem passar de mãe para filho, de amiga para amiga, novela para novela. Todo mundo fala: “Ah... eu quero um desse pra mim vai, só unzinho. Como o do Bernardo e da Glorinha da novela, lembra aquela que ela sofre porque é casada com um milionário que quer acabar com ele, o Bernardo, esse é o amor que nunca morre, pode conferir no ultimo capitulo. Eu quero um amor de verdade, e se for preciso com uma pitada de sofrimento, quero aquele do frio na barriga, de ficar pensando em casa enquanto chove, de querer falar durantes horas pelo celular, de esquecer o eu e só querer o nós. O resto é paixãozinha fraca e sem graça.
E o amor de verdade é assim, a gente sofre, sangra até o fim, e morre com direito a caixão, roupa nova, foto no jornal e todo mundo vai se lembrar dessa morte com saudade, elogios e até lagrimas, mas as de verdade não as da novela, e mesmo que essa morte aconteça aos 65 anos, você ainda era novo de mais. Tem amor melhor que isso.
Mas ta vendo porque amor de novela todo mundo quer. Você sangra, sangra e o Bernardo e a Glorinha ficam felizes até a próxima novela.

(Conversa noturna com Dudu, Will, Ge e eu.)

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